quinta-feira, 20 de agosto de 2009

" insatisfacion Cronica":

Esta niña tiene Insatisfacion cronica!!!! disse Maria Helena em Vicky Crsitina Barcelona, para a personagem de Cristina por Scarlet Jonhanson, mas parecia que estava dizendo ou gritando pra mim...
Tentar de repente torna-se dificil por nao saber como se faz..... afinal tudo o que tentei até hoje foi fugaz.... imaginativo demais....
As amizades, os amores.... como se a vida fosse arte, fosse tv, cinema, poesia.... mas nao... a vida.... a Vida, cara amiga, é de verdade.... os ensaios já sao erros, e os acertos tem peso 10, nao se entra numa mesma cena duas vezes.
Por nos trilhos quem voou demais tem sido uma tarefa ardua, por nao dizer... que beira o impossível...
Mente, coraçao, emoçao e realidade poucas vezes discutiram tanto entre si.
Resta uma maozinha bondosa do acaso, pra fazer acontecer algum fato concreto que direcione todo o resto, como aquela maravilhosa dicazinha dita na hora de entrar em cena que rumou o fracasso ao sucesso....
Resta isso.... falta isso.... onde buscar as palavrinhas mágicas??????

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

" Encerrando ciclos ": ( Fernando Pessoa)

"Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.
Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal". Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.Encerrando ciclos.
Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.
Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te :"Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão"
Fernando Pessoa

domingo, 15 de fevereiro de 2009

"Fica":

Este texto é de Joaquim Ferreira dos Santos, já conheço este texto de algum tempo, Deus e meu braço sabem o trabalhao que deu pra copiar... mas era impossivel nao publicá-lo neste momento.

"Fica":

" Ah, nao me deixa. Está no novo filme do Wong Kar Wai, na nova coreografia da Deborah Colcker, todos eles falando sobre abandono, traiçao e o jogo sujo da crueldade amorosa.
Por favor. Olha. Escuta. Nao faça o mesmo. Dói. Veja a multidao desesperada na Lapa, no Baixo Botafogo, todos dedicados ao jogo sem regras de pegar gente. Olhos em giroscópio, caçadores de almas. nao coloque mais um personagem na guerra selvagem dos apaixonados que deixam de sê-lo, e, pronto, na cena seguinte tem mais alguém na grande comunidade dos solitários amargando o calvário tao moderno de estar abandonado, sequelado e todas as outras rimas de coitado. Mas um que abaixa a cabeça no tampo frio dos balcoes e pede um pedaço de uma torta de blueberry que ninguém quis.
sao personagens bêbados pela falta de alguma explicaçao, vítimas de perplexidades amargas, de perguntas sem respostas, de telefones que emudeceram, de uma ausência que nada preenche. Ela. Ele. Alguém foi embora.
Sem mais. Sem aviso prévio. Nem ai para mais um coraçao na sarjeta. Dói na garganta de cada um a possibilidade de ser o próximo a vagar, trêbado, as fichas brancas do AA no bolso da camisa, a repetir cabisbaixo, taciturno, esse mantra dos que, de repente, estava tao bom, ela dizia que me amava, ele dizia que era pra sempre, de repente fcaram sozinhos. Por que? o que aconteceu? Fala. Responde. Atende o telefone.
Eu vi todas aquelas portas batendo na cara de gente-como-a-agente no filme Kar Wai, gente que só lhe quis tanto bem, e, eis-me aqui, antes que seja tarde, urge abir o jogo, cantando os versos básicos daquela cançao. Nao se vá. Ouve só. Hora de repetir o balbuciar dos trágicos de Nelson Rodrigues. Olha. Presta atençao. Escuta.
Eu estava no cinema, logo depois da primeira fila do balé do Municipal. Senti o medo que permeia os bastidores sentimentais de todos esses artistas geniais, a certeza de que já aconetceu com eles também - e com quem nao?. Percebi que na hora do embate amoroso nós somos dois sem-vergonhas, leitores de "capricho","ilusao", "sétimo céu" e "grande hotel", todos tementes de que role na real o que agora acontece com os artistas da fotonovela, na tela e no palco. Acabou. Fui. Como se diz adeus a uma pessoa com quem voce imaginou ficar junto a vida inteira? como se percebe que aquele beijo foi o último e, ao contrário de todas as outras que faziam fechado em "ohm", ela nunca mais lhe gemerá aos braços a felicidade aberta em "ahm"? Ninguém sabe a resposta. Há conselheiros vendendo livros sôfregos, oferecendo folhetos ansiosos com a promessa da soluçao. No las hay. As bruxas do desprezo e da rejeiçao, sim.
Nao é War. Há quem diga adeus na lata. Há quem, um telefonema a menos hoje, um encontro menos empolgado amanha, aos poucos vai mudando de trem e atracando em outra estaçao.
Acontece de tudo, sofre-se das maneiras mais inéditas e sem vacina de prevençao. Uma dengue que dá no peito. Ninguém amadurece o suficiente para tirar de letra o aviso ou a falta dele. Fui.
Nao há bula. Nenhum genérico. No filme sem qualquer explicaçao, sem sequer o último bilhete para fazer o acerto do caixa sentimental - e ela, e ele, nenhum dos dois nunca mais volta. Sofre-se. Os desassitidos, os descontinuados do amor. As mulheres mais lindas desta geraçao estao sozinhas, os rapazes mais espertos nao sabem o que fazer. Foi aí que tocou o horror de se fazer súbito silêncio nos sete sinos da felicidade na porta do apartamento, foi aí que alguém, deu pra ouvir daqui, gritou uma dor qualquer - e eu amplifico. Fica. bateu o medo surdo-mudo de virar personagem de filme, de virar coreografia de vanguarda, de virar bolero antigo e depois ronronar sozinho pelas ruas, pelos estacionamentos, cantando a velha cançao do Gullar e Caetano que Calcanhotto acabou de gravar. Onde andarás nesta tarde vazia? Em que bar, em que cinema, esqueces de mim? Por isso, todos os artistas sofrendo do mesmo pavor eterno do abandono, no olho da rua, do meio-fio dos cachorros babuchos, por tudo isso aqui se está, jogado aos seus pés, na tentativa desesperada de fugir da balada-paranóica que a todos consome e iguala. Nao pica a mula. Nao bate a porta. Fica comigo esta noite, e a de amanha também, e a do fim de semana será como no início de tudo, os mesmos sorrisos, um banho de mojitos em todos os erres da crueldade da perda. Nao te arrependerás. Lá fora o frio é um açoite, calor aqui tu terás - e todas as outras músicas que falam das almas secretas de cada um. Acredita.
Sente só. Nao chore com a voz triste do Ottis Redding cantando ao fundo. Nao se impressione com o jogo de faca dos que traem e abandonam.
É só uma música do filme, uma cena impressionante do balé, e nada disso tumultuará o sono dos que querem dormir em conchinha de adoraçao positiva e nunca acordar para o pega pra capá dos sonambulos lá fora, dos deserdados amorosos ronando o quarto aquecido em que agora se está. Eis o único projeto possível.
Ficar junto. Ganhar a Libertadores da América. Comer sardinha frita na Cadeg. Sussurrar no ouvido a promessa definitiva. Nunca mais as noites aflitas no Trapiche Gamboa, o dar mole no Carioca da Gema, o pisca-pisca do Orkut. Nunca mais vagar ao lado de todos os zumbis cegos pela rejeiçao amorosa, capazes de deixar a chave no balcao do Capela e esperar que ele, que ela, qualquer um dos tantos que já se foram, tenha uma crise de arrependimento e reconsidere. Abra a porta de novo. Perdao. Perdoa.
Agora vai ser diferente. Nunca mais um motivo para beber. Pedir um traçado no balcao e perceber, no primeiro trago, que ninguém bebe aquilo por gosto - e, mesmo assim, o fígado pedindo tempo, ter vontade de pedir outro para dar um porre no passado. Afagar a dor. Foi a última dose. Nunca mais qualquer migalha noturna que sirva apenas para esquecer. O telefone vai tocar o lero, o bolero, o tango e todas as outras delícias sonoras da conversa dos amantes.
Como você está vestido? já comeu alfajor de maisena? Os filmes, os balés, os bares da Lapa.
Nunca mais o "procura-se" piscando néon na boca do peito de um Baixo qualquer, a bandeira cruel de que se está no mercado à cata do que quer que seja e - por favor ele acabou de pedir as contas, ela nao telefonou mais - alivie a dor de um inverno já aparecendo na esquina. Sente só. Ouve. Escuta de novo esse bolero que toca desde o inicío e ah, nao me deixa. "

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

"Parque dos sonhos perdidos":

E se existisse em um outro mundo, um lugar...um parque, onde habitassem todos os nossos sonhos perdidos?...aqueles que eram certos e de tao certos nao se realizaram... como o casamento que nunca aconteceu... o que nao durou para sempre... os pais que nao se separaram.... o ente querido que nao morreu... o namoro que nao terminou... a casa com piscina que nunca foi comprada....a proposta de trabalho que nao chegou.... a gravidez que nunca gerou...o livro que nao foi publicado, a coragem de seguir em frente no seu sonho que faltou justamente naquela horinha... as oportunidades perdidas ou tomadas pelo tempo, pelo destino e por nós mesmos.
Existem as escolhas que fazemos na vida durante todos os minutos, o lado em que se atravessa uma rua, uma roupa pra usar naquele dia, o sabor de um sorvete, atender ou nao o celular...todos os minutos fazemos pequenas e grandes escolhas.... mas os sonhos perdidos nao... eles nem chegaram a acontecer, fugiram do nosso controle, zombaram da nossa vontade, ficaram além das nossas forças e entendimento...foram tomados de nós...como alguém que te rouba alguma coisa...o que será que foi feito daquele objeto... em maos andará?? está sujo? limpo? velho? já nem existe mais? e o sonho? o meu sonho? os nossos sonhos? será que tem alguém vivendo eles? será que eles ficaram para sempre aprisionados, sufocados na nossa imaginaçao? ou entao que vao embora como areia pelas maos... com o vento e nunca mais....
Sonhos perdidos nao sao escolhas... sao furacoes que chegam de repente e sacodem tudo, espalham muita poeira, mudam o curso da história e formam marcas em nossos coraçoes...
E se existisse este parque???, povoado pelos sonhos de todas as pessoas que nao se realizaram, por qualquer motivo, por um bilhete que nao chegou, por uma palavra mal dita, um pileque que estraga tudo, por uma maldade de nem sei sabe quem...e se existisse este parque... onde de fora dele, porque nao seria possível entrar, veríamos pelas grades da imaginaçao, todos os nossos sonhos... coloridos, em movimento, em sons, em vida, realizando-se totalmente a par de nossa tocante contemplaçao....
Os sonhos nao vividos nao deixam saudades porque nunca de fato aconteceram... mas deixam pra sempre no pensamento a imaginaçao de como tudo poderia ter sido....

sábado, 4 de outubro de 2008

Adeus Peter Pan

Durante todo o tempo da minha vida, e lá se vao vinte e tantos anos, eu sempre quis ser o Peter Pan....quando era criança, nao queria crescer... quando adolescente, nao queria que o tempo passasse, e quando cresci um poquinho mais queria voltar no tempo, para ser criança ou adolescente, qualquer tempo que nao fosse aquele...
Adoro brincar até hoje... gostava da sensaçao se olhar para frente e ver uma estrada muito longa na qual eu nao conseguia enxergar qualquer semblante dos próximos 2 anos que seja...
Só que agora essa mesma estrada já mostra alguns destinos...e eu tenho que ir por algum dos caminhos, nao posso mais viver no faz de contas, esperando o tempo andar para trás... finalmente dei por mim, que este dia nunca chegará...
Se eu perder esta época decisiva brincando de fazer o tempo parar, ele vai passar sem que eu faça minhas escolhas, e quando o futuro, que está bem ali a poucos passos chegar... pode ser tarde demais...
Olhando para frente, resolvi encarar o futuro e aceitá-lo vive-lo, aceitar crescer, aceitar que tudo muda, e que as novidades podem ser muito boas.... o paraíso da inocencia e da irresponsabilidade é apenas uma coleçao de maravilhosas lembranças, que nao vao se repetir e que serviram de suporte para que eu pudesse escolher o que quero ser quando crescer. Cresci...cada estrada que eu trilhar nao será mais uma estrada, será o caminho para a minha vida...que dará vida a outras vidas e construirá uma outra parte dessa estória...
É dificil abandonar antigas fantasias... mas é muito gostoso vestir outras novas...
Nao é nada fácil, mas enfim posso dizer... adeus Peter Pan...

domingo, 15 de junho de 2008

Dias de chuva:

Em meio a tantos dias de chuva....já nao sei mais o que se buscar para fazer sozinha numa cidadezinha medieval da Itália...
Todos os dias planos sao desfeitos...porque logo logo o céu se empretece e lá vem a minha companheira diária...a chuva!!!
A rotina diária, correr e tirar as roupas do varal, passar horas intermináveis na internet, ver um seriado ou um filme, fazer a comida, comer, limpar, ver mais tv...rezar, dormir....
Nunca me incomodei muito com chuva... acho poético o céu cinzento e desde pequena sempre que chove, e eu estou bem em casa, sinto-me protegida de uma maneira muito confortante, quase charmosa.
É gostoso se tivermos companhia ver um filme, comer pipoca, tomar chocolate-quente, ou uma sopinha...
Mas depois de tantos dias apenas vendo filmes e comendo bobagens sozinha, já me entedio bem....que falta me faz escolher uma roupa, arrumar os cabelos e aproveitar a presença de meus amigos, mesmo que seja para fazer exatamente o que faço agora todos os dias... ver filmes com chuva.
Andei até buscando no google, para ver se achava alguma idéia diferente do que fazer sozinha na chuva... se fosse uma cidade normal, com certeza iria a um shopping ver vitrines, ou sei lá.
Mas estando onde estou, eu gostaria de saber por de trás dessas janelas velhas de madeira que vejo pela cidade... o que será que as pessoas estao fazendo????

sexta-feira, 13 de junho de 2008

A BASE DAS RELAÇOES HUMANAS:

Relaçoes humanas...sejam elas de amizade, de amor, de trabalho...segundo Flávio Gikovate todas as relaçoes que temos, sao baseadas em opostos e que por isso mesmo nao dao certo e sao cheias de conflitos insolucionáveis, pois se baseam na atraçao de dois tipos antagônicos de personalidades, o egoísta e o altruísta.
De um lado do ringue, sim ringue, porque essas relaçoes sao como competiçoes, o Egoísta exibicionista enfraquece o outro por suas demandas e sua individualidade exacerbada, onde tudo em absoluto tem que ser do seu jeito, senao, ele simplesmente ignora e recusa-se a fazer parte. Se exibe o tempo todo para o outro e para si mesmo e nao enxerga nada que nao seja ele, se inclui alguem em seus planos é simplesmente porque tem medo de fazer aquele plano sozinha, mas com certeza nao é pelo prazer de compartilhar um momento.
Do outro lado do ringue está o altruísta que pensa sempre no pronome nós... o nosso almoço, vamos ver um filme juntos, vamos fazer alguma coisa, vamos viajar etc... sempre pisando em ovos com o egoísta, pois qualquer coisa que ele disser nao, vao-se todos os planos por agua abaixo...
Gikovate ainda diz que o altruísta acaba-se por ligar-se ao egoísta porque o vê se exibir de forma tao segura quanto ele gostaria de ser...e o egoísta, liga-se ao altruísta para ter alguem para se exibir e se sentir superior.
O Egoísta simplesmente nao consegue enxergar coisas como almoçar num horário médio para se possa fazer a refeiçao juntos.... ele pensa: para que comer juntos? eu comerei a hora em que eu quiser e quem quiser que coma comigo! E lá se vê o altruísta esperando a hora em que o outro quer comer, morrendo de fome o dia todo, só para ter uma companhia na mesa...
O Egoísta tambem nao costuma se dar ao mínimo esforço de imaginar como suas açoes afetam indiretamente outras pessoas... apenas quando sabe pensa: nao sou eu, que se danem!
Um diálogo básico :
Altruísta: - olha que bacana!! a meteorologia diz que amanha fará sol, como nao temos nada pra fazer, vamos fazer um passeio até a cidade X?
Egoísta: - Eu nao vou, vá voce!
Altruísta: - Mas porque? vamos vai ser legal!!
Egoísta: - Mas eu nao estou com vontade de ir amanha, vai voce amanha, eu vou outro dia em que eu queira.
Sem perceber que para o Altruísta, mais importante do que conhecer a cidade X, seria o tempo que passariam juntos fazendo algo agradável, o Egoísta simplesmente nao entende porque o Altruísta nao vai sozinho.
Jamais dois egoístas se ligariam entre si, essa é uma relaçao impossível, pois nao se sustentaria; já dois altruístas poderíam ir bem juntos, o problema é que raramente se atraem.
O Egoísta é tao a favor dele mesmo, que ele se basta a si próprio, com toda redundància mesmo, é auto-suficiente, ou pelo menos, tenta ser.
O Altruísta diante das negativas, se murcha e fica sem vontade de ir sozinho, fica entediado, e frustrado, nao entende como pode ser assim, pois ele sempre está pensando em conjunto, no que é melhor para todos, no que seria bom para eles, no que poderiam fazer juntos que agradasse os dois, está sempre abrindo mao de alguma coisa para o bem em comum.
Isso se reflete em todos os níveis.... nao só no companheirismo... o Egoísta, por exemplo, nao se dá nem ao trabalho de compartilhar um conhecimento que ele possua.... experimente fazer uma pergunta a um egoísta sobre um assunto que ele domina, ele simplesmente vai te dizer uma frase meio mal-humorada que nao vai te explicar nada e que vai te deixar com vergonha de perguntar de novo, das duas uma, ou ele nao quer compartilhar o conhecimento, ou nao tem paciencia para explicá-lo porque isso nao traria nenhum benefício a ele. Porque, para perguntar, ele é muito detalhista e gosta de exemplos.
O Altruísta geralmente por sua vez, é bom professor, paciente, explica com detalhes, porque nao gosta que as pessoas que o perguntem algo, saiam com dúvidas.
Enquanto o egoísta se diverte com dúvida do outro, uma vez que só ele é o possuidor do conhecimento, o altruísta se aflige de nao ter explicado bem.
Fica a dúvida:
Os Egoístas algum dia, poderao amenizar-se tomando consciencia do quanto sao egoístas? e
os Altruístas deixaram de se incomodar e conseguirao seguir sozinhos ?
e ainda, existe algo que poderia fazer os iguais se atraírem? ou estaremos sempre fadados a esse ringue em nossas relaçoes???